
O ônibus escolar envolvido no acidente que matou dois estudantes e deixou 31 feridos na manhã desta terça-feira (1º) não passou por vistoria, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran). Segundo o órgão, o veículo não compareceu à fiscalização, que deveria ter ocorrido em novembro.
Segundo o delegado Basílio Rodrigues, o motorista do ônibus escolar ficou ferido no acidente e foi socorrido para o Hospital de Guarabira. Após receber alta hospitalar, o condutor se apresentou à delegacia e prestou depoimento. Ele foi identificado como Alisson David Galdino do Nascimento e, de acordo com a polícia, responderá por homicídio culposo.
O delegado afirmou que o motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo, e possuía habilitação compatível para conduzir o veículo. Durante o depoimento, relatou que dirigia em baixa velocidade devido às curvas na pista e acredita que o uso excessivo do freio pode ter causado uma falha no veículo, levando à perda de controle e ao tombamento na pista.
A Prefeitura de Pilões afirmou que o ônibus era alugado e, que quando o processo licitatório foi feito, havia a obrigação de que o proprietário do veículo mantivesse o veículo “em boas condições, com motorista habilitado”. A gestão não especificou qual empresa era responsável pelo transporte escolar.
A assessoria de comunicação da prefeitura de Pilões declarou, ainda, que vai instaurar um procedimento administrativo para apurar as causas do acidente. No entanto, reforça que o veículo havia passado por revisão recentemente.
O ônibus tombou em uma curva da PB-077, entre os municípios de Pilões e Cuitegi. O trecho onde o acidente aconteceu é conhecido como Ladeira do Espinho.
O acidente deixou um garoto de 13 anos e uma adolescente de 16 anos mortos. Após exames feitos no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Guarabira, os corpos dessas duas vítimas foram liberados para serem velados.
Os feridos foram levados para o Hospital Regional de Guarabira, Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e UPA de Guarabira.
FontePB, com g1 PB







